Olá Leitoras e Leitores!
Esse post é pra estreiar este blog no tapete vermelho! Se trata de uma aula que ministrei na Escola Estadual Pedro II no dia 24 de Junho deste ano. As turmas que acompanho nesta escola são do 6° ano do ensino fundamental. Para jovens desta idade, acho importante expor o conteúdo de uma maneira menos detalhada, mas tentando despertar a curiosidade dos alunos com muitos exemplos e fotos.
Para ver os slides no google docs, clique aqui.
Tema: Fósseis
Temas presentes: Evolução, diversidade, anatomia comparada, tempo profundo e transformação dos ambientes.
A intenção desta aula é guiar um achado imaginário de um fóssil e desvendar suas características junto aos alunos. Para dar o “clima” de expedição, considero interessante o uso de termos como “o fóssil que nós achamos”. Escolhi um fóssil achado no Brasil para que os alunos tenham consciência de que os fósseis não existem somente no imaginário hollywoodiano. É por este motivo que o primeiro slide (slide2) é destinado a mostrar a localização da cidade de Monte Alto em São Paulo. Nos dois slides seguintes, o mistério é introduzido. Nestes slides iniciais, o professor pode fazer perguntas que estimulem a imaginação do aluno sobre o conteúdo do buraco.
“Nesta cidade, alguns fazendeiros sairam para cavar um buraco. O que será que eles encontraram neste buraco?”
A resposta vem no slide 5, que finalmente explica a cena. E então no slide 6, uma definição simples de fóssil aparece, talvez o único slide que deva ser copiado como está. Na sequência, os slides 7-11 tentam mostrar a diversidade de fósseis, começando com um peixe petrificado, seguido de restos vegetais em uma compressão carbonificada, um pernilongo conservado em âmbar, uma pegada de um hominídeo e no final um coprólito.
Então o slide 12 traz a pergunta que provavelmente já foi realizada na sala de aula: “como este animal foi parar aí?”, ou seja, como os fósseis são formados? Então uma sequência de 4 slides que explicam a formação dos fósseis. cabe ressaltar que nem sempre a necrólise dos tecidos vivos ocorre antes do soterramento, especialmente no caso de fósseis não fragmentados como é o caso.
Já o slide 17 traz o crânio do nosso fóssil. Aqui, a anatomia comparada pode nos ser útil. Este slide pode ser utilizado para explicar partes ósseas como crânio e mandíbula. Recomendo que nesta explicação o professor peça para os alunos tocarem seus próprios crânios e mandíbulas e tentem comparar a relação do tamanho destes dois orgãos em seres humanos e no fóssil analizado. O fóssil possui uma mandíbula grande em relação ao tamanho do crânio, ao contrário de nós, seres humanos, que possuímos um crânio relativamente grande em escala comparado a outros animais. No slide 18, este crânio é utilizado para uma reconstrução da cabeça do nosso fóssil. É importante ressaltar que nesta reconstrução, as cores e texturas não correspondem necessáriamente as reais, já que o material fossilizado não possúi estes dados.
O slide 19 apresenta a reconstrução total do nosso fóssil. Então a pergunta presente no slide deve ser feita para toda a sala: “Com qual animal nosso fóssil se parece?”. E aqui cabe uma informação importante, nosso fóssil pertence ao grupo dos crocodilianos, muito abundante nesta região no período cretáceo. E para entender melhor nosso fóssil, precisamos do slide 20, no qual a imagem de um crocodiliano atual aparece para a comparação.
Os slides 21 e 22 pretendem deixar claro para os alunos o conceito de tempo profundo. Para tal, a comparação de diferentes idades é de extrema ajuda. Podemos começar com idades próximas como a idade dos alunos, do professor e da escola e compara-las então a idade do fóssil e depois a idade da Terra.
O slide 23 traz uma reconstrução do ambiente aonde nosso fóssil, enquanto vivo, habitava. Aqui, podemos falar que esta imagem é de monte alto no período cretáceo, e o nosso fóssil está lá presente (canto de baixo e da esquerda) a 80.000.000 de anos atráz. Então comparamos esta imagem com a do slide 24, monte alto atualmente, para realizarmos a seguinte pergunta: monte alto está igual ou diferente? Mudou muito ou pouco? Então podemos terminar a aula falndo de ecologia e de alteração do ambiente.
No final desta aula, pedi pra que, no caminho de casa, os alunos reparassem na cidade na qual moram e me trouxesse de para-casa uma redação criativa na qual dissertassem sobre como esta cidade deveria ser a 80 milhões de anos (idade do fóssil) e como ela será daqui a 80 milhões de anos.
E esta foi a aula! Espero que tenham gostado! É uma das minhas favoritas! Eu gostaria de agradecer a equipe do PIBID que possibilitou meu contato com a escola e também a profa. Ana Carolina da escola Pedro II que tanto vem me ensinando.
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