Publicado por: jaumrique | janeiro 27, 2011

Contrapondo alternativas de vida

Este plano de ensino foi elaborado para a disciplina Didática do ensino de ciências da natureza II ministrada pela professora Mariana de Carvalho Capistrano Cunha na UFMG. Nele, propomos uma diferente abordagem da educação ambiental, tratando de alternativas sustentáveis, nem sempre conhecidas ou cogitadas. O plano é dividido em 4 assuntos, cada um com diferentes abordagens e suas respectivas avaliações, também alternativas. A apresentação de slides foi feita com o fundo preto, utilizando menos energia para sua projeção.

 

Os assuntos são:

Alimentação Sustentável – Neste módulo, o tema foi a relação da alimentação com a degradação ambiental, como na monocultura, uso de pesticidas, produção de embalagens, transporte e maltrato aos animais. Para isso, utiliza de diferentes textos sobre o tema, divididos entre grupos e posteriormente apresentados.

Alternativas de habitações – Uma situação hipotética será criada, aonde cada grupo representará uma família que pretende construir uma casa. Neste contexto, o professor atuará como um consultor na área, expondo as alternativas clássicas para a construção como a alvenaria e alternativas ecologicamente viáveis como telhados verdes e captação de água da chuva. A avaliação consiste na produção de maquetes das casas que as fámilias gostariam de construir.

Transporte Alternativo – Neste módulo, os problemas de transporte da própria cidade serão discutidos, com soluções propostas pelos alunos e textos sobre transporte alternativo ao redor do mundo.

Formas de Energia e Sustentabilidade – Após todos os módulos, trataremos da energia, pois integra todos os sistemas e depende da compreensão do transporte para ser tratada. Alternativas de produção de energia serão apresentadas e as contas de luz das casas dos alunos estudadas, ensinando sobre o consumo de energia de diferentes aparelhos.

Publicado por: jaumrique | outubro 7, 2010

Apostila online: ozônio

Olá leitoras e leitores!

Hoje, o tema surpreende pelas relações que estabelece em diferentes áreas. Com certeza todos já ouviram falar do ozônio, e sabem de um tal buraco na camada de ozônio. Mas a maneira com que aprendemos nem sempre nos explica a grandiosidade dos fatos. Muitos sabem que o ozônio está na atmosfera, mas não sabem como é formado. Sabem que moléculas conhecidas como Clorofluorcarbonetos, os CFC’s, podem fazer buracos na camada de ozônio, mas como isso ocorre?

Esta apostila foi feita para uma disciplina ministrada pela professora Rosy Isaias, a qual já me orientou em projetos anteriores. O objetivo era criar um material paradidático a partir de capítulos de um livro chamado “The Emerald Planet: How plants changed Earth`s History” de David Beerling. Esta apostila em específico foi feita com o capítulo 4: “An Ancient ozone Catastrophe?”. O capítulo é extremamente interessante, e conta sobre o descobrimento do ozônio, sua relação com a fotossíntese, como nos protege dos raios UV e relaciona a camada de ozonio com a extinção em massa do permiano, a maior extinção em massa conhecida da história da Terra.

Os esquemas presentes na apostila, com as representações das reaçõoes químicas foram feitos por mim. Confira o esquema abaixo que representa o ciclo de quebra de ozônio pelo cloro, liberado pelo CFC.

A apostila está disponibilizada online pelo google docs. Para acessa-la, clique aqui

Eu gostaria de terminar este post lembrando que melanomas malignos (ou cânceres de pele) causados pelos raios UV são uma grande causa de mortes em nosso país. Com a diminuição da espessura da camada de ozônio devemos cada vez mais nos lembrarmos de usar sempre protetor solar, mesmo em curtos períodos de exposição ao sol. Atitudes como essa podem salvar vidas.

Publicado por: jaumrique | setembro 21, 2010

Artigo: O contato de professores em formação com a escola inclusiva

Olá leitoras e leitores!

Hoje o post não se refere a uma aula, e sim a um artigo que eu apresentei no III Congresso Internacional cotidiano na cidade de Niterói, RJ no mês de agosto deste ano. O nome do texto é “Dialogando com a inclusão: o contato de professores em formação inicial com a escola inclusiva” e foi escrito conjuntamente pela equipe do PIBID biologia.

Caso queira baixar o artigo completo, clique aqui. Ele também está disponível no Livro online do Congresso na categoria “A formação de professores num mundo em crise”. Desde sua apresentação no congresso, o artigo também foi publicado no site do PIBID de biologia e no site do Marcel, um amigo do PlugEdu.

Para deixar todo mundo com vontade de ler o artigo todo, vou deixar aqui o resumo dele:

“A Lei de Diretrizes e Bases da Educação atualmente vigente, em seu artigo 58 propõe que “entende-se por educação especial a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais”. Segundo dados do INEP, o número de alunos com necessidades especiais matriculados na rede regular de ensino em 98 era de menos de 20%. Já em 2009, este valor sobe para mais de 60%.  Estes dados mostram que cresce a escola inclusiva no país, mas como esta inclusão é feita?

Para esta análise, foram relatadas vivências com duas turmas de alunos surdos e ouvintes e uma terceira com uma aluna cega. Estes relatos foram produzidos por licenciandos em biologia vinculados ao PIBID-UFMG (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência). Após a comparação e análise destas experiências, pudemos nos aproximar de como esta inclusão é feita no caso de uma Escola Estadual em Belo Horizonte. Posteriormente, dialogaremos com estas vivências tentando compreendê-las em seu contexto.”

Publicado por: jaumrique | setembro 15, 2010

Saúde: Um exercício de coerência

Oi leitores e leitoras!

Hoje postarei uma aula que foi preparada para uma matéria que eu fazia semestre passado, chamada Laboratório de Ensino de Patologia com o professor Marcelo V. Caliari. O tema era saúde e bem estar, um tema com pouco conteúdo mas muitas reflexões, então resolvi elaborar uma atividade lúdica que levasse os alunos a refletirem sobre suas atitudes em relação a sua própria saúde. Após a apresentação da atividade e discussão, concluímos que ela pode ser enriquecedora para todas as idades, então enquanto ler o post, tente faze-la você também, tenho certeza de que você vai se surpreender!

Esta atividade depende do conhecimento dos alunos sobre o tema, e permite com que eles mesmos elaborem seus conceitos e aprendam uns com os outros. Permite tanto a criação quanto o compartilhamento de conceitos relacionados a saúde e foge do padrão estabelecido por alguns professores aonde somente o professor pode transmitir conhecimento.

Para começar a atividade, deverão ser distribuídas folhas com uma imagem como a abaixo:

Em seguida, as pessoas que estão realizando a atividade devem pensar nas carácterísticas saudável e escrever do lado esquerdo, puxando setas das respectivas partes do corpo. O mesmo deve ser feito do lado direito, porém com as características de um corpo sem saúde. O resultado deve ficar mais ou menos assim:

Ressaltando que esta imagem é apenas um exemplo. O interessante deste exercício é permitir o aparecimento do máximo de fatores diferentes que influenciam na saúde.

Caso esta atividade esteja sendo ministrada para uma turma, recomendo que permita que os alunos andem pela sala colando uns dos outros oque eles quiserem, permitindo que aprendam também um com o outro. O professor pode fazer a sua atividade também para que os alunos possam colar dele conceitos chave em saúde.

Ao final, pede-se uma boa olhada na própria folha. Agora vem a reflexão que conclúi a atividade.

“Agora que sabemos oque é necessário para uma boa saúde e oque nos prejudica nesta busca, olhe em sua folha e responda: Você tem sido coerente com o que considera saudável”.

Espero que esta reflexão seja útil e colabore para uma humanidade mais coerente!

Comentem por favor!

Publicado por: jaumrique | setembro 8, 2010

Os achados do passado: Os fósseis

Olá Leitoras e Leitores!

Esse post é pra estreiar este blog no tapete vermelho! Se trata de uma aula que ministrei na Escola Estadual Pedro II no dia 24 de Junho deste ano. As turmas que acompanho nesta escola são do 6° ano do ensino fundamental. Para jovens desta idade, acho importante expor o conteúdo de uma maneira menos detalhada, mas tentando despertar a curiosidade dos alunos com muitos exemplos e fotos.

Para ver os slides no google docs, clique aqui.

Tema: Fósseis

Temas presentes: Evolução, diversidade, anatomia comparada, tempo profundo e transformação dos ambientes.

A intenção desta aula é guiar um achado imaginário de um fóssil e desvendar suas características junto aos alunos. Para dar o “clima” de expedição, considero interessante o uso de termos como “o fóssil que nós achamos”. Escolhi um fóssil achado no Brasil para que os alunos tenham consciência de que os fósseis não existem somente no imaginário hollywoodiano. É por este motivo que o primeiro slide (slide2) é destinado a mostrar a localização da cidade de Monte Alto em São Paulo. Nos dois slides seguintes, o mistério é introduzido. Nestes slides iniciais, o professor pode fazer perguntas que estimulem a imaginação do aluno sobre o conteúdo do buraco.

“Nesta cidade, alguns fazendeiros sairam para cavar um buraco. O que será que eles encontraram neste buraco?”

A resposta vem no slide 5, que finalmente explica a cena. E então no slide 6, uma definição simples de fóssil aparece, talvez o único slide que deva ser copiado como está. Na sequência, os slides 7-11 tentam mostrar a diversidade de fósseis, começando com um peixe petrificado, seguido de restos vegetais em uma compressão carbonificada, um pernilongo conservado em âmbar, uma pegada de um hominídeo e no final um coprólito.

Então o slide 12 traz a pergunta que provavelmente já foi realizada na sala de aula: “como este animal foi parar aí?”, ou seja, como os fósseis são formados? Então uma sequência de 4 slides que explicam a formação dos fósseis. cabe ressaltar que nem sempre a necrólise dos tecidos vivos ocorre antes do soterramento, especialmente no caso de fósseis não fragmentados como é o caso.

Já o slide 17 traz o crânio do nosso fóssil. Aqui, a anatomia comparada pode nos ser útil. Este slide pode ser utilizado para explicar partes ósseas como crânio e mandíbula. Recomendo que nesta explicação o professor peça para os alunos tocarem seus próprios crânios e mandíbulas e tentem comparar a relação do tamanho destes dois orgãos em seres humanos e no fóssil analizado. O fóssil possui uma mandíbula grande em relação ao tamanho do crânio, ao contrário de nós, seres humanos, que possuímos um crânio relativamente grande  em escala comparado a outros animais. No slide 18, este crânio é utilizado para uma reconstrução da cabeça do nosso fóssil. É importante ressaltar que nesta reconstrução, as cores e texturas não correspondem necessáriamente as reais, já que o material fossilizado não possúi estes dados.

O slide 19 apresenta a reconstrução total do nosso fóssil. Então a pergunta presente no slide deve ser feita para toda a sala: “Com qual animal nosso fóssil se parece?”. E aqui cabe uma informação importante, nosso fóssil pertence ao grupo dos crocodilianos, muito abundante nesta região no período cretáceo. E para entender melhor nosso fóssil, precisamos do slide 20, no qual a imagem de um crocodiliano atual aparece para a comparação.

Os slides 21 e 22 pretendem deixar claro para os alunos o conceito de tempo profundo. Para tal, a comparação de diferentes idades é de extrema ajuda. Podemos começar com idades próximas como a idade dos alunos, do professor e da escola e compara-las então a idade do fóssil e depois a idade da Terra.

O slide 23 traz uma reconstrução do ambiente aonde nosso fóssil, enquanto vivo, habitava. Aqui, podemos falar que esta imagem é de monte alto no período cretáceo, e o nosso fóssil está lá presente (canto de baixo e da esquerda) a 80.000.000 de anos atráz. Então comparamos esta imagem com a do slide 24, monte alto atualmente, para realizarmos a seguinte pergunta: monte alto está igual ou diferente? Mudou muito ou pouco? Então podemos terminar a aula falndo de ecologia e de alteração do ambiente.

No final desta aula, pedi pra que, no caminho de casa, os alunos reparassem na cidade na qual moram e me trouxesse de para-casa uma redação criativa na qual dissertassem sobre como esta cidade deveria ser a 80 milhões de anos (idade do fóssil) e como ela será daqui a 80 milhões de anos.

E esta foi a aula! Espero que tenham gostado! É uma das minhas favoritas! Eu gostaria de agradecer a equipe do PIBID que possibilitou meu contato com a escola e também a profa. Ana Carolina da escola Pedro II que tanto vem me ensinando.

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